Standard&Poor's rebaixou a nota de crédito soberano do Brasil de BB para BB-, Governo de Temer sem selo de bom pagador.
A S&P argumentou que o rebaixamento da nota do Brasil se deve ao atraso na aprovação de medidas fiscais de reequilíbrio das contas públicas, em especial a reforma da Previdência, o que a agência considera "uma das principais fraquezas" do país.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, falou durante entrevista sobre o rebaixamento da nota de risco do Brasil pela agência Standard&Poor's.
Relação com o Congresso.
Na quinta, após o anúncio da decisão da S&P, lamentou que o Congresso não tenha aprovado a reforma da Previdência até agora.
Meirelles também mencionou entre as medidas ainda não aprovadas a reoneração da folha de pagamento de empresas, a taxação dos fundos exclusivos, o adiamento do aumento dos servidores públicos (suspenso pelo Supremo Tribunal Federal) e o aumento de 10% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores públicos.
O governo vem alegando que essas medidas são necessárias para reduzir gastos e equilibrar as contas públicas, que vêm registrando seguido rombos.
Mas o que a população quer de verdade, é que os valores gastos com políticos em cargos públicos, sejam reduzidos em ao menos 60%.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não gostou de declarações iniciais do ministro da Fazenda e de assessores de Temer que destacaram pontos da nota da agência indicando que a não aprovação pelo Congresso de medidas fiscais, como a reforma da Previdência, foi uma das causas da redução da nota de risco do Brasil.
"Isso não ajuda. Sabemos que, se não fossem as duas denúncias contra o presidente Temer, teríamos condições de aprovar a reforma da Previdência. E isso não foi culpa do Legislativo", afirmou Maia.
Na entrevista desta sexta, Meirelles mudou o tom e disse que o rebaixamento da nota do Braisl "não é uma questão de ser uma responsabilidade desse e daquele." O ministro lembrou que o Congresso aprovou outros projetos importantes do governo, entre eles a nova lei trabalhista e a medida que criou o teto para gastos públicos, e apontou que "extremamente positiva" a perspectiva de aprovação da reforma da Previdência no começo deste ano.
"Retomaremos essas sessões legislativas no próximo mês e temos confiança que esses projetos serão aprovados em sua grande maioria, de maneira de que, de fato, sejam suficientes para equilibrar a situação fiscal do Brasil, de curto e médio prazos. É um processo que continua", disse.
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