quinta-feira, 29 de outubro de 2020

PETROBRAS VOLTA A TER PREJUÍZO BILIONÁRIO EM 2020

 Petrobras volta a ter prejuízo trimestral e perdas chegam a R$ 52,8 bi em 2020

A perda bilionária do terceiro trimestre, porém, é 43% menor do que a do trimestre anterior, que foi de R$ 2,7 bilhões


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Notícias ao Minuto Brasil

POR ESTADAO CONTEUDO

ECONOMIA CRISE

O cenário na indústria do petróleo melhorou, mas não o suficiente para evitar que a estatal petrolífera Petrobras registrasse prejuízo de R$ 1,54 bilhões no terceiro trimestre deste ano. De julho a setembro, a produção da petrolífera estatal subiu. O consumo interno também deu sinais de recuperação e, cada vez mais, as refinarias brasileiras estão sendo acionadas para produzir derivados, como gasolina e óleo diesel, e substituir importações.

Despesas que não acontecem com frequência, no entanto, não ajudaram o balanço da companhia, o que levou a estatal a completar nove meses com resultado negativo de R$ 52,8 bilhões. Sem essas despesas extraordinárias, a petroleira afirma que teria fechado período de julho a setembro com lucro de R$ 3,2 bilhões.

A perda bilionária do terceiro trimestre, porém, é 43% menor do que a do trimestre anterior, que foi de R$ 2,7 bilhões. No período de abril a junho, as contas do negócio tinham sido fortemente afetadas pelas quedas bruscas da cotação da commodity e da demanda por combustíveis, por conta da pandemia de covid-19. Em um determinado momento, as cotações chegaram a ser negativas.

Entre julho e setembro, o que pesou de fato foi a adesão a programas de anistia tributária e um prêmio pago na recompra de títulos, o que custou R$ 4,7 bilhões. Não fosse isso, o lucro líquido teria sido de R$ 3,2 bilhões e a geração de caixa, de R$ 37,3 bilhões.

Desafios à frente. "Apesar das restrições impostas pela pandemia e pelo ambiente incerto, nosso desempenho operacional e financeiro melhorou", afirmou o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, na carta de apresentação do resultado financeiro aos investidores. Ele acrescentou, contudo, que "há desafios difíceis à frente".

Analistas de bancos e corretoras já esperavam o prejuízo. Segundo projeção do Estadão/Broadcast, que consultou quatro casas de análise (Credit Suisse, XP Investimentos, Itaú BBA e Bradesco BBI), a perda seria de R$ 1,5 bilhão. Todas as instituições financeiras elogiaram, no entanto, os resultados operacionais divulgados previamente pela companhia.

O mercado tinha conhecimento de que a produção de derivados de petróleo, principalmente, está crescendo e que, para isso, a empresa tem acessado mais suas refinarias e limitado o espaço de importadores, hoje seus principais concorrentes no abastecimento interno de combustíveis automotivos. A produção de petróleo nas águas ultraprofundas do pré-sal também continua avançando.

Relatório de produção e vendas divulgado pela Petrobras no último dia 21 revelou que a extração de óleo subiu 5,4%, enquanto a fabricação e as vendas de derivados subiram mais de 17%, do segundo para o terceiro trimestre.

"Em termos operacionais, a Petrobras conseguiu aumentar a produção de petróleo, num cenário em que está todo mundo cortando. Isso porque exportou mais petróleo cru e porque suas refinarias demandaram mais petróleo, o que contribuiu para que aumentasse sua participação no abastecimento interno de combustíveis e ainda vendesse mais derivados para outros países", destacou Rodrigo Leão, coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep).

Faturamento

Ao produzir e vender mais petróleo e derivados, a receita da Petrobras, de R$ 70,3 bilhões, cresceu 39% ante o trimestre anterior. Já o endividamento da companhia caiu para US$ 66,21 bilhões. Isso porque a empresa antecipou o pagamento de todas as linhas de crédito compromissadas adquiridas no exterior, no auge da crise da covid-19, no valor de US$ 7,6 bilhões. "Esses recursos estão novamente disponíveis para saques, se necessário", informa o relatório.

"A empresa já superou o pior da crise ocasionada pela pandemia no primeiro semestre. A reversão do prejuízo nos próximos trimestres dependerá basicamente da evolução do preço do petróleo", afirmou Edmar Almeida, especialista na área e professor da PUC-Rio.


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 3 de outubro de 2020

LONGE DO FIM: OMS PEDE ATENÇÃO DOS LIDERES MUNDIAIS PARA COMBATER A PANDEMIA DE COVID-19

OMS pede atenção de líderes mundiais para combater pandemia

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou o resultado do teste de Trump e ressaltou que "nunca é tarde demais para mudar".


    © Reuters

Notícias ao Minuto Brasil

MUNDO OMS-CORONAVÍRUS

Após o anúncio de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, testou positivo para a covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou a necessidade de que os representantes de países tenham um senso forte de liderança e que desenvolvam estratégias de comunicação e de transparência com a população para combater o coronavírus. Com a notícia, mercados internacionais tiveram queda generalizada e o presidente destacou que começaria a quarentena imediatamente.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou o resultado do teste de Trump e ressaltou que "nunca é tarde demais para mudar". De acordo com ele, diversos países que conseguiram salvar vidas e controlar a pandemia fazendo o básico: uso de máscaras, lavagem das mãos com frequência, respeito ao isolamento social e cuidado com aglomerações. "Juntos vamos derrotar esse vírus, mas é necessário que os governos continuem vigilantes e preparados e que invistam no sistema de saúde", disse.

Apesar de políticos como o presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, terem sido infectados pelo vírus, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, reforça que não se pode comparar países, uma vez que estão em diferentes estágios de controle da pandemia.

"Nós não comentamos sobre ações de indivíduos específicos pois não sabemos as medidas utilizadas pelo presidente americano, mas todos devem seguir e combinar medidas de prevenção. Isso é o que contribui para proteger a nós mesmos e aos outros. Precisamos lutar como comunidade e não apontar dedos", destacou o diretor.

Ele também explica que não há razão para que os Estados Unidos não consigam controlar a pandemia, uma vez que todos pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do País tiveram aulas sobre como controlar epidemias e sabem que tal atitude demanda esforço coletivo.

"Eliminar o coronavírus requer comprometimento, transparência, apoio e suporte. Nenhum país conseguirá lutar contra o vírus sem isso. Nenhuma resposta é perfeita e não há garantias", enfatizou Michael Ryan. "Queremos que os líderes liderem e nos deem esperança e confiança para ganhar a batalha contra essa doença. Palavras são boas, mas isso não basta, precisamos de ações, soluções e financiamento", complementou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Fonte: Notícia Ao Minuto



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