terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Salário mínimo será R$ 1.039 em 2020

Governo define salário mínimo em R$ 1.039 para 2020

Valor vale a partir de 1º de janeiro de 2020 e foi corrigido apenas pela inflação. De acordo com o Dieese, 49 milhões de pessoas têm rendimento com base no salário mínimo.


FONTE
G1

O governo federal definiu nesta terça-feira (31) que o salário mínimo será de R$ 1.039 em 2020, conforme estabelecido em medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Com isso, é a primeira vez que o salário mínimo ultrapassa a marca de R$ 1 mil. O valor serve de referência para 49 milhões de pessoas, segundo informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Conforme antecipou o Blog do Valdo Cruz, o valor do salário mínimo ficou um pouco abaixo do proposto pelo governo em abril, de R$ 1.040 no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas ficou acima do valor aprovado no orçamento de 2020 pelo Legislativo - de R$ 1.031. O reajuste foi de 4,1% em relação ao atual mínimo, de R$ 998.

Os valores mudaram, no decorrer deste ano, de acordo com a variação da inflação. De acordo com a Constituição, o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).



Sem aumento real

Segundo o Ministério da Economia, o valor do salário mínimo definido pelo governo para 2020 contempla justamente a correção somente pela inflação, ou seja, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), considerando para os meses de janeiro a novembro os valores realizados do INPC e para o mês de dezembro a mediana das projeções de mercado apuradas pelo último Boletim Focus do Banco Central.

" A recente alta do preço da carne pressionou a inflação e, assim, gerou uma expectativa de INPC mais alto, o que está refletido no salário mínimo de 2020", afirma o governo em nota.

Com isso, a área econômica indicou que desistiu, pelo menos em um primeiro momento, da política de aumentos reais (acima da inflação) que vinha sendo implementada nos últimos anos, proposta pela ex-presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a definição do salário mínimo deve continuar sendo feita ano a ano. A política de reajustes pela inflação e variação do PIB vigorou de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula em vigor, somente a inflação serviu de base para o aumento.



Impacto nas contas públicas

O aumento do salário mínimo apenas pelo valor da inflação tem impacto nas contas públicas. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo.

De acordo com cálculos oficiais do governo, o aumento de cada R$ 1 para o salário mínimo implica despesa extra em 2020 de aproximadamente R$ 355,5 milhões.

Em nota técnica divulgada em dezembro, o Dieese avaliou que a "interrupção do processo de resgate do valor histórico" da remuneração mínima do trabalhador brasileiro "deixa pelo caminho uma esperança de melhor condição de vida para milhões de pessoas e uma visão de civilização, onde as diferenças se estreitariam em benefício de todos".

"O primeiro ponto positivo da experiência de recuperação do valor do Salário Mínimo foi o aumento do poder de compra de quem recebe exatamente esse valor, seja no mercado de trabalho ou na Seguridade Social, com a consequente expansão do mercado consumidor interno. A política desempenhou, ainda, um papel decisivo na melhoria da distribuição da renda", acrescentou.

De acordo com o órgão, para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria necessário R$ 4.021,39 ao mês em novembro do ano passado (último valor divulgado).

Em estudo divulgado em março de 2018 sobre a economia brasileira, intitulado "Emprego e Crescimento: a Agenda da Produtividade", o Banco Mundial avaliou que o salário mínimo no Brasil é alto por representar 70% do salário médio da economia. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa relação é de 45% a 50%.

De acordo com o Banco Mundial, salários mínimos "elevados e obrigatórios elevam os custos dos trabalhadores menos qualificados, incentivando a substituição do trabalho por tecnologias que economizam mão de obra ou empurrando os trabalhadores para a informalidade".

Dados do IBGE mostram que houve avanço da informalidade em 2019, que atingiu nível recorde.

A taxa de informalidade no mercado de trabalho ficou em 41,2%, o que representa uma estabilidade frente ao trimestre móvel anterior, reunindo um contingente total de 38,8 milhões de brasileiros no trimestre encerrado em outubro.

Por fim, o Banco Mundial avalia no estudo que distorções associadas ao salário mínimo legal poderiam ser minimizadas por meio da introdução de reajustes feitos com base nos aumentos de produtividade dos trabalhadores, tendo ainda a flexibilidade de instituir um salário mínimo mais baixo para os jovens.

domingo, 29 de dezembro de 2019

O PRESIDENTE IMPREVISÍVEL QUE VEM PREOCUPANDO SUA SEGURANÇA

Comportamento imprevisível de Bolsonaro preocupa seguranças


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 Notícias ao Minuto Brasil / POR FOLHAPRESS / POLÍTICA PRESIDENTE 

No fim do ano passado, um grupo de 40 motociclistas aglomerou-se na porta da Granja do Torto, uma das residências oficiais do Poder Executivo. Antes da chegada de Jair Bolsonaro, que tomaria posse dias depois, um dos motoqueiros sacou uma faca para cortar a corda que amarrava uma faixa em homenagem ao futuro presidente. Ao ver a manifestação de apoio, Bolsonaro mandou parar o carro e projetou-se para fora do automóvel. Os seguranças, que não tiveram tempo de revistar os apoiadores, entre eles o que carregava o objeto cortante, apressaram-se para cercar o veículo para protegê-lo.

A cena se repetiu diversas vezes no primeiro ano de mandato do presidente.Com uma postura avaliada por assessores palacianos como inconsequente, Bolsonaro obrigou a segurança presidencial a se adaptar a ele. Em julho, por exemplo, visitou de surpresa, na capital federal, uma feira de motociclistas. Em meio à aglomeração de simpatizantes, uma pessoa estendeu um copo de cerveja a Bolsonaro, que, sem pestanejar, tomou a bebida, o que deixou integrantes da comitiva presidencial perplexos.


Por causa do estilo imprevisível do atual mandatário do Palácio do Planalto, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável pela segurança do presidente, passou a adotar práticas que não eram vistas nos mandatos anteriores. Desde que levou uma facada na campanha, em setembro do ano passado, o presidente passou a usar, quando se expõe em público, um colete à prova de balas por baixo do terno. Além disso, a segurança no Palácio do Alvorada, residência oficial, foi alterada. Com o hábito de Bolsonaro de cumprimentar grupos de eleitores duas vezes ao dia, grades foram instaladas e um detector de metais foi colocado na entrada do palácio.

Visitantes e jornalistas que chegam ao local são fichados e obrigados a passar pelo equipamento de segurança antes de ir à área onde Bolsonaro costuma parar para falar. Ao descer do carro, está sempre acompanhado de ao menos quatro seguranças, um deles com uma pasta que em caso de necessidade serve de escudo. Mesmo com as medidas preventivas, o presidente não está imune a situações complicadas. Em outubro, mesmo com o esquema de segurança, um manifestante questionou Bolsonaro sobre o paradeiro de Fabrício Queiroz, ex-assessor Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) suspeito de esquema de rachadinha.

Incomodado com a necessidade de obedecer a protocolos de segurança -ele já disse que se sente um prisioneiro sem tornozeleira eletrônica-, o presidente inventa toda semana um passeio por Brasília, o que pega de surpresa a equipe que o protege. No período, ele foi à feira comer pastel, ao mercado comprar xampu e ao cinema. Também surpreendeu ao decidir ir à torcida paraguaia em um estádio em Brasília, durante partida da Copa do Mundo Sub-17.

O presidente ainda andou de jet-ski e, recentemente, comprou uma moto, o que gerou preocupação sobre a possibilidade de ele escapar sem o acompanhamento. Para evitar problemas, combinou com o GSI que só irá usar o veículo na área da residência oficial.

"Vou buscar a minha moto para andar dentro do Palácio do Alvorada. A segurança acha que vou dar umas fugidas", disse à Folha em outubro.

A ida a um stand-up gospel também exigiu a instalação de pórticos de identificação de metal e revista de bolsas na entrada de um teatro. No desfile do Dia da Independência, após ir de seu camarote até a pista para saudar a plateia, o próprio Bolsonaro reconheceu que deixa seus guarda-costas desassossegados. "Segurança ficou preocupado aqui, mas é um pequeno risco que a gente corre que ajuda a despertar mais o sentimento patriótico do povo."

Em algumas ocasiões, os próprios seguranças deixam transparecer incômodo com a imprevisibilidade do presidente. Em visita a um ex-combatente da Segunda Guerra em um apartamento em Brasília, um dos oficiais bufou após o presidente pedir que eles se afastassem porque queria que a imprensa se aproximasse. Procurado, o GSI diz que a diversidade de atividades exige avaliações de risco caso a caso e que são seguidos protocolos de segurança. A pasta afirma que não divulga detalhes operacionais sobre a segurança.

A nota também diz que "a segurança presidencial tem plenas condições de manter, em qualquer ocasião, a segurança do presidente" e afirma que seu pessoal é "rigorosamente selecionado e capacitado" e usa equipamentos adequados às necessidades.

EXPLOSÃO DEIXA 76 MORTOS NA SOMÁLIA

Explosão de carro-bomba deixa ao menos 76 mortos na Somália


A imprensa local fala que ao menos 90 pessoas morreram

Explosão de carro-bomba deixa ao menos 76 mortos na Somália
© Feisal Omar/Reuters

 Notícias ao Minuto Brasil / POR FOLHAPRESS / MUNDO ATENTADO 

A explosão de um carro-bomba neste sábado (28) em uma área movimentada de Mogadíscio, capital da Somália, deixou dezenas de mortos e feridos, em um dos piores ataques no país em anos.

O atentado ocorreu às 8h (2h no horário de Brasília), próximo a um posto de controle e de um escritório fiscal -área com circulação intensa de pessoas, incluindo estudantes que estavam em um ônibus que passava nas redondezas.

Sábado é um dia útil no país muçulmano, e a explosão ocorreu durante a hora do rush da manhã, deixando o local cheio de escombros e de veículos queimados e cobertos de sangue.

Há discrepância sobre o número de mortos, que ainda não foi confirmado por autoridades locais. Segundo a agência AFP, o diretor de um serviço de ambulâncias informou que são ao menos 76 e que o total deve aumentar.

Já a Reuters afirma que são 90, citando uma organização internacional que atua no país e não quis ter o nome divulgado. Um membro do Parlamento somali, Abduruzak Mohamed, escreveu em sua conta no Twitter também ter sido informado de 90 mortes, incluindo 17 policiais, 73 civis e quatro estrangeiros.


O prefeito de Mogadíscio, Omar Mohamud Mohamed, declarou em uma entrevista coletiva que ao menos 90 pessoas ficaram feridas e que ainda se desconhece o número exato de mortos. De acordo com ele, a maioria das vítimas é formada por "estudantes inocentes e outros civis".

Mohamed disse também que dois cidadãos turcos, aparentemente engenheiros civis que trabalhavam na construção de estradas, estão entre os mortos. O ministro das Relações Exteriores da Turquia confirmou a informação.


A Turquia é um dos principais doadores da Somália desde a crise da fome em 2011 e, juntamente com o governo do Qatar, financia uma série de projetos de infraestrutura e médicos no país. O país abriu uma base militar em Mogadíscio em 2017 para treinar soldados somalis.

Por enquanto, o atentado não foi reivindicado por nenhuma organização, mas ataques deste tipo são frequentes na região, onde o grupo terrorista islâmico Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, tem forte atuação. Apesar disso, o saldo de mortos em geral é menor do que o da explosão deste sábado.

Desde 2015, houve 13 atentados na Somália, segundo contagem da AFP. O ataque mais sangrento da história do país ocorreu em outubro de 2017, quando um caminhão-bomba explodiu na capital, matando 512 pessoas e ferindo 295. A ação foi reivindicada pelo Al Shabaab.

O presidente Mohamed Abdullahi Mohamed diz que ordenou seu governo a oferecer todos os recursos necessários para apoiar os feridos e as famílias dos mortos. "Os terroristas massacraram a população porque são inimigos do desenvolvimento do país", declarou, em um comunicado.


Uma testemunha relatou à AFP ter visto um ônibus cheio de estudantes passando pela área quando a explosão ocorreu. Outra pessoa disse ter visto "corpos dispersos e alguns queimados, irreconhecíveis".

O Al Shabaab promete derrubar o governo somali, que conta com o apoio da comunidade internacional, da ONU (Organização das Nações Unidas) e de 20 mil soldados da força da União Africana.A organização terrorista surgiu a partir da

União de Tribunais Islâmicos, que antigamente controlava o centro e o sul do país. Estima-se que atualmente contaria com 5.000 a 9.000 membros.

O grupo, que tem como alvo hotéis, escritórios governamentais e espaços públicos, foi expulso de Mogadíscio em 2011, perdendo a maior parte de seus bastiões. No entanto, segue com poder em algumas partes do país, onde planeja operações de guerrilha e atentados suicidas, incluindo na capital. Também está na nação vizinha, o Quênia.

Há duas semanas, outro ataque de autoria do Al Shabaab deixou cinco pessoas mortas. O atentado ocorreu em um hotel da capital -muito frequentado por políticos, militares e diplomatas- que foi ocupado pelos fundamentalistas durante algumas horas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

O ator e músico Maurício Mattar sofre infarto em Bauru (SP)

Maurício Mattar sofre infarto e é internado em hospital de Bauru



O ator estava em Bauru a trabalho, mas se sentiu mal durante a viagem e procurou atendimento médico

Maurício Mattar sofre infarto e é internado em hospital de Bauru
© Divulgação

Notícias ao Minuto Brasil
POR FOLHAPRESS
FAMA SAÚDE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ator e músico Maurício Mattar, 55, sofreu um infarto e foi internado no Hospital Estadual de Bauru (SP) na madrugada desta segunda-feira (16). A assessoria do hospital confirmou a informação e completou dizendo que ele será transferido para o Hospital das Clínicas, em Botucatu (SP), ainda nesta segunda.



"Com a expressa autorização do paciente, o Hospital Estadual de Bauru (HEB) informa que o ator Maurício Mattar Kirk de Souza, 55, deu entrada na UTI da unidade às 3h27 de 16/12/2019, por infarto, vindo da UPA Geisel. Ele foi avaliado pela equipe e passa bem. Na manhã desta segunda, 16, o paciente, que está consciente e estável, será transferido para o Hospital das Clínicas de Botucatu da Faculdade de Medicina da Unesp para tratamento cardiológico", afirma o hospital, em nota.


Mattar estava em Bauru a trabalho, mas se sentiu mal durante a viagem e procurou atendimento médico. Após exames, foi descoberto que o músico estava sofrendo um infarto. Ele havia publicado em seu Instagram uma mensagem de agradecimento: "Quando a morte pegar minha mão, vou segurar a sua com a outra e prometer te encontrar em todas as vidas".

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

NOVA DATA PARA SAQUE DO FGTS FOI ANUNCIADA PELA CAIXA

A partir do dia 20 de dezembro a população poderá sacar o fundo de garantia


Caixa anuncia nova data para saque do FGTS

Caixa anuncia nova data para saque do FGTS
© Divulgação

Notícias ao Minuto Brasil
POR ESTADAO CONTEUDO
ECONOMIA DINHEIRO



Em live no Facebook do presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 12, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou nova data para o saque do FGTS. A partir do dia 20 de dezembro a população poderá sacar o fundo de garantia no novo valor de R$ 998,00, antes de R$ 500.

"A Caixa irá realizar pagamento do fundo de garantia de R$ 998,00 a partir do dia 20 de dezembro para 10 milhões de brasileiros com total de R$ 2,6 bilhões", afirmou Guimarães. O presidente do banco público destacou ainda que a Caixa "nunca esteve tão forte do ponto de vista de marketing".



Em resposta ao presidente Bolsonaro, Guimarães comentou ainda que, se a taxa Selic seguir em queda, os juros cobrados na modalidade de cheque especial para quem tem conta salário no banco podem recuar ainda mais dos 4,9% ao mês.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

PGR pede ao STF que rejeite requerimento da defesa de Lula que aponta atuação suspeita de Sergio Moro

PGR defende que STF negue pedido de Lula sobre suspeição de Moro


O fato de Moro ter assumido o cargo no governo Jair Bolsonaro foi apontado pela defesa como causa da suposta suspeição

PGR defende que STF negue pedido de Lula sobre suspeição de Moro
© DR

Notícias ao Minuto Brasil
POR FOLHAPRESS
JUSTIÇA LULA

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (5) que rejeite requerimentos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula nos quais aponta suspeição na atuação do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça.



O fato de Moro ter assumido o cargo no governo Jair Bolsonaro foi apontado pela defesa como causa da suposta suspeição. O coordenador do Grupo de Trabalho da Lava Jato no STF, José Adonis Callou de Araújo Sá, considera que não cabe análise no momento, já que o mérito do habeas corpus ainda não foi apreciado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), e alega que não há indícios de conduta parcial do ministro.

A defesa de Lula lista uma série de argumentos para afirmar que Moro não era imparcial para julgar o ex-presidente da República. Além da nomeação do ex-juiz para o governo Bolsonaro, as conversas vazadas pelo site The Intercept Brasil são tratadas como indícios de que Moro teria agido em conjunto com a acusação durante o processo que condenou Lula.

Na petição encaminhada ao STF, no entanto, o subprocurador-geral Araújo Sá afirma que o material do Intercept não pode ser utilizado para o fim pretendido em virtude de seu caráter ilícito e por não ser possível confirmar sua autenticidade e integridade.

"Ainda que fossem lícitas e autênticas [as mensagens vazadas], não demonstram conluio ou suspeição, e as decisões proferidas pelo juiz estão embasadas em fatos, provas e na lei, e embora intensamente questionadas no Judiciário, foram confirmadas", diz um trecho.



O julgamento do pedido de suspeição de Moro no Supremo é uma das principais apostas do ex-presidente para barrar seus processos com origem no Paraná. O petista defende que as três ações com origem na Justiça Federal no estado sejam anuladas por causa do comportamento de Moro ao longo da investigação e dos processos.

O ex-presidente cumpriu pena no caso do tríplex de Guarujá (SP) por 19 meses, até novembro, e agora aguarda em liberdade o julgamento de recursos nas instâncias superiores. No processo do sítio de Atibaia (SP), a condenação foi confirmada em segunda instância na semana passada.

O parecer do subprocurador-geral diz que Moro "observou o mesmo tratamento dado aos demais casos no âmbito da Operação Lava Jato, estando amparada em fatos, provas e em interpretações legítimas da lei".

Vagas para aplicadores de prova do Enem pagarão até R$ 864 por dia

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