quarta-feira, 8 de julho de 2020

AVIÃO DE PEQUENO PORTE CAI EM SÃO PAULO E PILOTO MORRE CARBONIZADO

Avião de pequeno porte cai na região do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de SP

Após a queda, a aeronave pegou fogo. No momento do acidente, várias pessoas caminhavam e pedalavam no canteiro central da Avenida Braz Leme.


No final da tarde desta quarta-feira (8), um avião de pequeno porte caiu na região do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo.

Um motorista que passava próximo ao acidente presenciou a explosão e gravou um vídeo que você pode encontrar no site do G1, o link estar no final desse Texto.

O avião caiu na Avenida Braz Leme, na altura do número 1.300, entre as ruas Santo Anselmo e Tibães, em Santana. No momento do acidente que aconteceu por volta das 18h, muitas pessoas caminhavam e pedalavam no canteiro central da avenida. Após a queda, o avião pegou fogo.

Em nota, a Infraero lamentou o acidente e disse que "os bombeiros do aeroporto foram acionados às 18h14 para prestar os primeiros atendimentos à aeronave". Segundo a estatal, o avião, de modelo BE-58, prefixo PR-OFI, vinha de Ubatuba e, ao tentar fazer o pouso, apresentou problemas e acabou caindo na avenida Braz Leme.

De acordo com uma equipe do Corpo de Bombeiros, o piloto tentou um pouso de emergência por causa de pane no motor. Sete viaturas dos Bombeiros foram enviadas para o local. O incêndio foi controlado por volta das 18h40. Segundo informações iniciais dos Bombeiros, o piloto morreu carbonizado.

Em nota, a Aeronáutica disse que vai apurar as prováveis causas do acidente pelo Seripa IV e elaborar relatório para "prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram". Já a Polícia Civil de São Paulo deve investigar as causas e eventuais responsáveis.

Avião cai na Avenida Braz Leme, região do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. — Foto: Acervo Pessoal
Avião cai na Avenida Braz Leme, região do Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo. — Foto: Acervo Pessoal

Um engenheiro civil presenciou a explosão, que ocorreu na pista sentido bairro.

"Eu estava dirigindo pela Braz Leme, estava a uns 50 metros do avião quando eu ouvi uma explosão e aí vi uma bola pegando fogo. Quando cheguei mais perto explodiu um pouco mais", conta o engenheiro civil, Fausto Batista.

Ele chegou a parar o carro e desceu do veículo para tentar ajudar, mas não conseguiu chegar perto da aeronave. "Eu consegui ver um corpo, mas não tinha como chegar perto. Estava pegando fogo ainda e estava muito quente perto. Eu só não entendi se estava decolando ou chegando porque o muro do aeroporto parecia que não foi abalado. Eu parei pra tentar ajudar mesmo, mas não dava", relata.

Histórico de acidentes no Campo de Marte


2018
Em novembro de 2018, uma aeronave caiu na região de Santana, Zona Norte de São Paulo, e causou a morte de duas pessoas, segundo o Corpo de Bombeiros. Houve ao menos seis feridos e outras cinco pessoas precisaram ser socorridas, mas sem ferimentos.

Em julho de 2018, um bimotor caiu no aeroporto durante o pouso e explodiu assim que bateu no chão. O voo havia decolado da cidade catarinense de Videira, com seis passageiros e um tripulante. O piloto da aeronave morreu no acidente e outras seis pessoas ficaram feridas.

Uma aeronave de pequeno porte caiu na tarde de 30 de novembro de 2018, em São Paulo, deixando dois mortos e ao menos 12 feridos.

2016
Em março de 2016, um monomotor caiu logo depois da decolagem, próximo à cabeceira 12 do aeroporto. O avião atingiu uma casa de 3 andares, deixando sete mortos, entre eles Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, e familiares que voavam junto com ele.

2007
Em dezembro de 2007, uma aeronave modelo Learjet também caiu depois de sair do Campo de Marte, sobre uma residência no bairro Casa Verde. Além do piloto e do copiloto, a família que estava na cozinha da casa também morreu, incluindo um bebê de 9 meses.

Aviões particulares são responsáveis por 45% dos acidentes aéreos entre 2008 e 2017, segundo dados do Cenipa (órgão da Aeronáutica responsável por investigar acidentes aéreos). Foram 1.187 acidentes no período.

Futuro do Campo de Marte

O Campo de Marte está localizado na Avenida Santos Dumont, em Santana, e é administrado pela Infraero desde 1º de fevereiro de 1979. Em 2019, logo que assumiu o governo do estado, João Doria (PSDB) manifestou ao presidente Jair Bolsonaro o desejo de encerrar as atividades de pousos e decolagens devido ao histórico de acidentes na área.

O local não tem linhas comerciais regulares, mas recebe helicópteros e jatos executivos. O endereço também abriga escolas de pilotagem, o serviço aerostático das polícias, o hospital da Força Aérea Brasileira e um clube para oficiais.

A intenção inicial do governador era transformar toda a área em um parque, projeto em discussão desde o período em que ele era prefeito de São Paulo. Mais tarde, a proposta passou a incluir a construção no terreno de um colégio militar, que deve ser o maior do Brasil.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) doou os projetos básico e executivo da obra, que deve ser entregue até o final de 2022 e será o 14ª do país.

Em fevereiro deste ano, Bolsonaro esteve na cidade e inaugurou, literalmente, a pedra fundamental do futuro colégio militar. Após a inauguração da pedra foi feita uma oração para abençoar a lugar.

Por G1 SP — São Paulo


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terça-feira, 7 de julho de 2020

AVIANCA BRASIL PEDE FALÊNCIA SEM PAGAR FUNCIONÁRIOS E CREDORES

A companhia aérea está inoperante há mais de um ano

Avianca Brasil pede falência sem pagar funcionários e credores
© REUTERS/Paulo Whitaker

A Avianca Brasil pediu na última sexta-feira (3) que o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decrete a falência da empresa, que está em recuperação judicial desde dezembro de 2018. A companhia aérea está inoperante desde maio do ano passado.

Credores e sindicatos ouvidos pela Folha já esperavam a falência há meses, e pretendem cobrar dos acionistas o pagamento das dívidas da empresa, que superam R$ 2,7 bilhões.

A aérea não quitou nem mesmo os créditos trabalhistas, que têm pagamento preferencial no plano de recuperação judicial. A Avianca Brasil chegou a ter mais de 5.300 funcionários, segundo o sindicato dos aeroviários (trabalhadores em solo) de São Paulo.

A empresa entrou em crise em 2018 e deixou de pagar contratos de arrendamento de aeronaves e motores de sua frota, que chegou a ter mais de 50 aviões, todos alugados. As companhias de leasing donas dos equipamentos entraram na Justiça para retomar os bens, conforme antecipado peal Folha, o que levou a Avianca Brasil a pedir a recuperação judicial em dezembro de 2018.

O mercado já previa que o caminho da empresa seria a falência pelo menos desde maio do ano passado, quando a Anac suspendeu o certificado de homologação de transporte aéreo da Avianca Brasil por razões de segurança operacional. À época, a companhia já havia operava apenas com cinco aviões e em apenas quatro aeroportos (Santos Dumont, Congonhas, Brasília e Salvador).

Segundo Reginaldo Mandú, presidente da entidade, a Avianca Brasil deixa de existir oficialmente sem pagar praticamente nenhum de seus ex-funcionários.

"Não pagou praticamente nada das dívidas trabalhistas. Vamos entrar na Justiça para que os bens dos donos, os [irmãos Gérman e José] Efromovich sejam usados para quitar as dívidas", afirma ele.

Ondino Dutra, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, diz que a entidade já têm processos nos quais pede que administradores e acionistas da Avianca Brasil paguem o passivo trabalhista.

Operadores portuários e companhias de leasing, em sua maioria, já desistiram de tentar receber a parte que lhes cabe, segundo pessoas familiarizadas com o caso. Há credores maiores, no entanto, que avaliam a possibilidade de rastrear ativos de José Efromovich, que controlava a Avianca Brasil.

Em seu pedido de falência, a Avianca Brasil afirma que a Anac e decisões judiciais que suspenderam o leilão de seus slots (horários de pousos e decolagens) tornaram impossível o cumprimento de seu plano de recuperação judicial.

O plano, aprovado em abril do ano passado, previa o leilão de slots da companhia em três lotes em maio.

O certame foi questionado na Justiça por credores da Avianca e pela própria Anac, que entendiam que os ativos não poderiam ser leiloados por serem concessões.

O leilão foi adiado pela Justiça e só foi realizado em julho, com a participação de Gol e Latam, que arremataram dois lotes por US$ 147 milhões.

O evento foi inócuo, no entanto, porque a Anac distribuiu os slots da Avianca segundo seus critérios. Em Congonhas, Azul, Passaredo e MAP levaram os horários.

Gol e Latam disputaram os ativos da Avianca Brasil com a Azul, que chegou a fazer um acordo para a compra dos ativos por US$ 105 milhões. A concorrente também fez empréstimos à Avianca e cobrou na Justiça R$ 61,7 milhões referente ao negócio.

"Óbvio que se o leilão tivesse ocorrido na data inicialmente prevista (7/5/2019), a recuperanda [Avianca Brasil] não teria perdido o direito ao uso dos slots até a efetiva transferência das UPI's [Unidades produtivas isoladas, que incluem ativos, mas não dívidas] às arrematantes", diz a petição da Avianca.

Com a redistribuição dos ativos pela Anac, segundo a empresa, "o plano aprovado se tornou inexequível", o que justificaria o pedido da falência. No texto, a Avianca Brasil pede à Justiça 60 dias para apresentar a relação de seus ativos.

A Avianca Brasil chegou a ser a quarta maior companhia aérea do país, com cerca de 11% de participação de mercado em 2018.

Apesar de ter o mesmo nome e de também estar em recuperação judicial, a Avianca Holdings, colombiana, não tem relações com a Avianca Brasil. As empresas são irmãs na origem e por anos tiveram os mesmos controladores, a família colombiana Efromovich, mas sempre tiveram as operações separadas.

Além disso, em maio do ano passado uma cobrança judicial acabou afastando os Efromovich do controle efetivo da holding colombiana.

O maior acionista da Avianca Holdings, com 51,53% do capital da empresa, é a BRW Aviation, holding dos Efromovich, mas eles perderam o poder de voto na empresa após deixarem de pagar US$ 456 milhões à United. Hoje, a empresa colombiana é controlada pela acionsta minoritária Kingsland.

FONTE: NOTÍCIA AO MINUTO

domingo, 5 de julho de 2020

PESTE NEGRA CAUSA ALARME NA ÁSIA CENTRAL EM 24 HORAS MONGÓLIA E CHINA ISOLAM CIDADES

Depois da Mongólia, peste bubônica também aparece na China e gera alarme em países da Ásia Central

Peste Negra | Kamdul DyD Wiki | Fandom

Autoridades chinesas isolaram pavilhão do hospital de Bayan Nur, no noroeste do país, onde estão dois pacientes com a doença que causou pandemia na Idade Média. Algumas mortes repentinas registradas na região também serão investigadas

Um dia depois dos casos registrados no norte da Mongólia, neste domingo (5), foram identificados alguns pacientes com peste bubônica no noroeste da China, mais precisamente na cidade de Bayan Nur – justamente, perto da fronteira com a Mongólia.

As autoridades chinesas isolaram um pavilhão inteiro do hospital da cidade para cuidar dos dois pacientes, além de tomar outras medidas de distanciamento e segurança para evitar que a praga se alastre no centro de saúde.

Segundo a agência chinesa Xinhua, as equipes de saúde da região também investigarão algumas mortes repentinas registradas em Bayan Nur e outras cidades próximas à fronteira, para saber se têm relação com a doença.

A Mongólia anunciou neste sábado (4) que identificou 2 casos de peste bubônica na cidade de Khovd, no noroeste do país, perto da tríplice fronteira com a China e a Rússia.

O Centro Nacional de Zoonoses da Mongólia acredita que o surto pode ter surgido do consumo de carne de marmota cru por parte de moradores dessas regiões.

A descoberta despertou alerta de saúde no país, que decidiu isolar cidades do noroeste do país e de boa parte da fronteira com a Rússia.

O temor das autoridades mongóis é que a doença se transforme em um segundo surto no país, paralelo com o do coronavírus – que o país considera controlado, já que tem apenas 220 casos oficiais e apenas 2 falecidos, mas prefere não baixar a guarda, devido à sua proximidade com a China, país de origem da pandemia, e a Rússia, o terceiro com mais casos no mundo.


A peste bubônica foi uma das doenças mais devastadoras da história da humanidade. Se estima que sua pandemia, durante a Idade Média, chegou a matar cerca de 100 milhões de pessoas na Ásia e na Europa, especialmente no seu auge, entre os anos de 1347 e 1351. Alguns historiadores afirmam que a praga dizimou entre 30% e 50% da população da Europa em sua época.

Além da China, outros países da Ásia Central já estudam medidas para prevenir a possível chegada do vírus aos seus territórios, que também estão relativamente próximos da fronteira entre a China e a Mongólia. São os casos de Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirquistão, Tadjiquistão, Afeganistão, Paquistão, Índia, Nepal e Butão.

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