sábado, 29 de agosto de 2020

INCÊNDIO NA ZONA LESTE DE SP MATA CRIANÇA DE 9 ANOS

Criança de 9 anos morre em incêndio em favela na zona leste de SP

Criança de 9 anos morre em incêndio em favela na zona leste de SP

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por volta das 7h30. Foram deslocadas 16 viaturas para a comunidade, que fica sob o viaduto General Milton Tavares de Souza

Uma criança de 9 anos morreu queimada em um incêndio na favela do Chaparral, na Penha (zona leste de SP), na manhã deste sábado (29). Cerca de 50 barracos foram destruídos pelo fogo e o viaduto que fica sob a comunidade está interditado.


As chamas foram controladas por volta das 9h. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), há bloqueio total do acesso da Marginal Tietê para o viaduto Milton Tavares de Souza, que dá acesso a avenida Governador Carvalho Pinto.

Segundo a prefeitura, sob gestão Bruno Covas (PSDB), a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social foi acionada para prestar atendimento às famílias afetadas e aguarda a liberação do local para atender as famílias. A subprefeitura da Penha também está com uma equipe no local para dar o apoio necessário na limpeza.

Uma equipe de engenheiros, segundo a prefeitura, aguardava a liberação da área pelos Bombeiros para avaliar possíveis danos aos viaduto.

As causas do incêndio e a morte da criança serão investigadas pela Polícia Civil. O caso foi registrado no 10º DP (Penha).

FONTE: Notícias ao Minuto

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

terça-feira, 25 de agosto de 2020

COVID-19 LEVOU AO FECHAMENTO DE 135 MIL LOJAS EM TODO PAÍS

Pandemia levou ao fechamento de 135 mil lojas no País, diz CNC

A migração gradual de parte das vendas presenciais para o comércio online deve fazer o varejo encerrar o ano com 88 mil lojas a menos

Pandemia levou ao fechamento de 135 mil lojas no País, diz CNC
© Reuters


Notícias ao Minuto Brasil

POR ESTADAO CONTEUDO

ECONOMIA  CRISE

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus provocou o fechamento de 135 mil estabelecimentos comerciais no País no segundo trimestre deste ano. A perda equivale a 10% do número de estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios existentes antes da crise sanitária, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A migração gradual de parte das vendas presenciais para o comércio online deve fazer o varejo encerrar o ano com 88 mil lojas a menos, previu Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.


Nenhum ramo do varejo registrou expansão no número de pontos de vendas entre abril e junho, mas os segmentos mais atingidos pela crise desencadeada pela pandemia foram os que comercializavam itens considerados não essenciais, mais afetados também pelos decretos que determinavam fechamento de estabelecimentos no período de isolamento social.

As maiores perdas de estabelecimentos ocorreram nos ramos de utilidades domésticas (-35,3 mil estabelecimentos, uma queda de 12,9% no total de lojas em relação ao patamar pré-pandemia); vestuário, tecidos, calçados e acessórios (-34,5 mil lojas, recuo de 17,0% ante o nível anterior à covid-19); e comércio automotivo (-20,5 mil estabelecimentos, 9,9% a menos que no pré-pandemia). O varejo de produtos de informática e comunicação foi o segmento a registrar as menores perdas absolutas (-1,2 mil) e relativas (-3,6%) no número de estabelecimentos em operação.

No chamado varejo essencial, menos afetado pelo isolamento social, as perdas de pontos de vendas foram menos intensas do que a média do setor (- 9,9%): hipermercados, supermercados e minimercados (-12,0 mil lojas, queda de 4,9% no total de lojas ante o pré-pandemia) e farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (-5,3 mil lojas, 4,3% estabelecimentos a menos a menos ante o pré-pandemia).

Embora fosse autorizado a funcionar na maior parte do País, o ramo de combustíveis e lubrificantes foi prejudicado pela queda na circulação de consumidores, com 5,4 mil pontos de venda a menos e queda de 12,2% no total de estabelecimentos em relação aos existentes no pré-pandemia.

Todas as unidades da Federação registraram contração no número de pontos de venda, sendo a maior incidência observada nos Estados de São Paulo (-40,4 mil), Minas Gerais (-16,1 mil), Rio de Janeiro (-11,4 mil), Rio Grande do Sul (-9,7 mil) e Paraná (9,5 mil). Em termos relativos, as maiores quedas na quantidade de estabelecimentos foram observadas em Estados das regiões Norte e Nordeste: Rio Grande do Norte (-14,3%); Alagoas (-13,2%); Roraima (- 12,0%); e Rondônia (-11,8%).

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

'BARGANHA' ETANOL AMERICANO POR AÇUCAR BRASILEIRO

O Brasil aplica uma cota de 750 milhões de litros de etanol americano que entram no país sem imposto de importação

BR quer derrubar tarifa de etanol em troca de mercado de açucar nos EUA

BR quer derrubar tarifa de etanol em troca de mercado de açucar nos EUA - © Getty

COM INFORMAÇÕES: FOLHAPRESS

ECONOMIA - BRASIL - EUA 

Após a fala do presidente Donald Trump que sinalizou retaliação comercial caso o Brasil não reduza as tarifas de importação do etanol americano, negociadores brasileiros passaram a levantar argumentos para tentar frear a ofensiva dos Estados Unidos, que deve se intensificar até o final de agosto.

O principal deles, discutido entre técnicos no governo e lideranças do agronegócio, é levar aos americanos que o governo Jair Bolsonaro aceita atender o pleito pelo fim das barreiras de importação, desde que Washington faça o mesmo com o açúcar brasileiro exportado aos EUA.A exemplo do que o Brasil faz com o etanol estrangeiro, os americanos também têm uma cota para a entrada de açúcar no país.

De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o que extrapola esse limite é taxado em 140%, o que -dizem produtores nacionais- simplesmente mata a competitividade do produto no mercado americano. O Brasil aplica uma cota de 750 milhões de litros de etanol americano que entram no país sem imposto de importação. O excedente paga uma sobretaxa de 20%. Já todo o etanol brasileiro exportado aos EUA é tarifado em 2,5%, segundo interlocutores no governo.

A ideia de membros a administração Bolsonaro é usar esse argumento justamente para rebater o chamado de Trump por "reciprocidade" nas relações comerciais."Eu acho que, no que diz respeito ao Brasil, nós precisamos ter uma equalização de tarifas. Vamos apresentar alguma coisa relacionada a tarifas justas. Porque muitos países, por muitos anos, têm nos cobrado tarifas para fazer comércio e nós não cobramos deles. Isso se chama reciprocidade, tarifas recíprocas", disse Trump na segunda-feira (10), ao ser perguntado por uma jornalista sobre a pressão americana pelo fim da cota de importação imposta pelo Brasil.

A sinalização de que o governo topa trocar etanol por açúcar já foi dada em negociações anteriores e os americanos sempre negaram o pedido e falaram que não havia qualquer margem para isso acontecer.

Negociadores brasileiros não acreditam que a posição americana vá mudar, mas estão reunindo todos os argumentos possíveis para embasar o presidente Jair Bolsonaro caso ele decida não ceder às pressões americanas. Enquanto para o Brasil colocar o açúcar na equação faz todo o sentido, uma vez que o produto é processado pelas mesmas usinas de etanol, a situação nos EUA é mais complexa e envolve lobbies diferentes, o que tem travado as conversas.O etanol americano é feito a partir do milho e o açúcar, da beterraba.

Embora o alinhamento aos Estados Unidos seja base da política externa do atual governo, Bolsonaro está sob forte pressão de parlamentares e produtores nacionais de etanol para negar o pleito comercial de Washington.

O setor no Brasil tem alegado que o fim da barreira comercial para o etanol americano prejudicará principalmente os pequenos produtores do Nordeste, por onde entra a maior parte do álcool estrangeiro.Além do mais, as lideranças do agronegócio afirmam que o próprio setor brasileiro está sofrendo com a crise do coronavírus, que inclui a queda do preço da gasolina -que reduz a competitividade do álcool- e a diminuição da demanda por combustíveis.

"Nada que o Trump diga a nosso respeito vai mudar nossa posição. Não estamos deixando de comprar etanol americano por intolerância, estamos fazendo isso porque não temos como absorver o estoque deles", afirma o deputado Alceu Moreira, presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária).

Interlocutores ouvidos pela reportagem destacam que a pressão americana tende a aumentar até o final do mês, quando vence o prazo para Bolsonaro tomar uma decisão. O setor teme ainda que na última hora Trump faça um pedido diretamente a Bolsonaro, colocando o brasileiro numa situação incômoda.Técnicos do governo e parlamentares pontuam que o calendário eleitoral nos EUA aumenta a agressividade dos americanos nas negociações, uma vez que o tema é sensível entre produtores de milho do Meio-Oeste daquele país.

O presidente da Unica, Evandro Gussi, afirma que os produtores nacionais não podem ser responsabilizados pela dinâmica interna da política americana."Temos ainda menos responsabilidade pela situação eleitoral do presidente Trump junto aos eleitores do Meio-Oeste, que cobram dele o cumprimento das promessas eleitorais. A cultura americana estabelece, por princípio, que cada um é responsável por seus próprios atos: eis a hora de pôr isso em prática", afirmou Gussi, em nota.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

TIKTOK O POPULAR APP CHINÊS PODE SER BANIDO DOS EUA EM 45 DIAS APÓS ASSINATURA DE ORDENS POR TRUMP

Trump assina ordens que podem banir aplicativos chineses TikTok e WeChat dos EUA em 45 dias caso não sejam vendidos

Ao esconder conteúdo de gordos e ativistas, Tiktok ofusca fama de ...

Logos do TikTok e de sua empresa dona, a chinesa ByteDanceImagem: Dado Ruvic/Reuters. Uma ordem executiva proíbe 'qualquer transação por qualquer pessoa, ou com relação a qualquer propriedade, sujeita à jurisdição dos Estados Unidos' caso ByteDance e Tencent não vendam aplicativos a empresas americanas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite desta quinta-feira (6) duas ordens executivas para banir dois aplicativos chineses do país em 45 dias, o TikTok e o WeChat, caso eles não sejam vendidos para companhias americanas por suas empresas de origem.

A ordem executiva proibiria "qualquer transação por qualquer pessoa, ou com relação a qualquer propriedade, sujeita à jurisdição dos Estados Unidos, com a ByteDance Ltd" (e com a Tencent), a partir de 45 dias.

As ordens foram assinadas no mesmo dia em que o Senado votou, por unanimidade, um projeto de lei do senador Josh Hawley que proíbe funcionários federais de usar o aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok em dispositivos cedidos pelo governo.

O aplicativo foi criticado por parlamentares norte-americanos e pelo governo Trump, que alegam questões de segurança nacional devido ao fato de ser controlado pela companhia chinesa ByteDance.

Ambas as ordens executivas dizem que os aplicativos "captura(m) automaticamente vastas faixas de informações de seus usuários ... essa coleta de dados permite que o Partido Comunista Chinês acesse as informações pessoais e proprietárias dos americanos".

O WeChat é um aplicativo de troca de mensagens instantâneas para dispositivos móveis e concorrente do WhatsApp. Ele foi lançado em janeiro de 2011 e é desenvolvido pela empresa chinesa Tencent. É um dos apps de mensagens mais usados no mundo, com mais de 1 bilhão de usuários mensais ativos.

China classifica de 'repressão política' ações de Trump que podem banir TikTok e WeChat dos EUA

TikTok

Trump vem ameaçando banir o aplicativo TikTok nos EUA há semanas. A plataforma, que tem crescido rapidamente, tem cerca de 80 milhões de usuários mensais ativos nos Estados Unidos, e é acusada de coletar dados pessoais de americanos para compartilhá-los com o governo chinês.

A Microsoft está em negociações para comprar o aplicativo da ByteDance, mas Trump parece duvidar que esse acordo possa ser aprovado.

O TikTok é um aplicativo gratuito, uma espécie de versão resumida do YouTube. Os usuários podem postar vídeos de até um minuto e escolher entre um enorme banco de dados de músicas e filtros. Geralmente, os vídeos têm sincronização labial de músicas, cenas engraçadas e truques de edição incomuns.

A plataforma explodiu em popularidade nos últimos anos, principalmente com pessoas com menos de 20 anos.

Esses vídeos são disponibilizados para seguidores, mas também para estranhos. Por padrão, todas as contas são públicas, embora os usuários possam restringir os uploads para uma lista aprovada de contatos.

Quando um usuário tem mais de mil seguidores, ele também pode fazer transmissões ao vivo para seus fãs e aceitar presentes digitais que podem ser trocados por dinheiro.

A Índia já bloqueou o TikTok e outros aplicativos chineses. A Austrália, que já proibiu a companhia de tecnologia chinesa Huawei e a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, também está considerando proibir o TikTok.

O aplicativo foi baixado com mais frequência na Índia, mas a proibição de Délhi significa que a China atualmente é seu principal mercado, seguida pelos Estados Unidos. O Brasil aparece em quinto lugar, depois da Indonésia.


Fontes: G1 e UOL

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