quinta-feira, 24 de setembro de 2020

COVID: MORRE PROPRIETÁRIA DA CASA DOS SALGADOS EM TERESINA

Proprietária da Casa dos Salgados morre vítima da covid-19 em Teresina

Lúcia estava internada na UTI de um hospital particular da capital há cerca de dois meses e não resistiu às complicações provocadas pela doença

A empresária Lúcia Sousa,  de 56 anos, proprietária da Casa dos Salgados e da Casa Gourmet Buffet morreu na madrugada desta quinta-feira (24), vítima da covid19, doença provocada pelo novo coronavírus. De acordo com a assessoria de imprensa da Casa dos Salgados, Lúcia estava internada na UTI de um hospital particular de Teresina há cerca de dois meses e não resistiu às complicações provocadas pela doença.

Lúcia Sousa nasceu no município de Capitão de Campos e aos 14 anos mudou-se para Teresina, onde começou a trabalhar em casa de família. Após longos anos Lúcia encarou o desafio de empreender, fundando assim a Casa dos Salgados. 

Ainda segundo a nota divulgada pela assessoria, não haverá velório e o sepultamento acontecerá no Cemitério Parque Jardim da Ressurreição. ⁣⁣

A empresária deixa duas filhas, Patrícia e Daniele e a neta Sofia. ⁣


    A empresária Lúcia Sousa morreu devido a complicaçoes da Covid-19 - Foto: Facebook


Confira a nota completa:

É com bastante tristeza que a Casa dos Salgados e Casa Gourmet Buffet comunicam o falecimento da idealizadora desses grandes empreendimentos, Maria Lúcia de Sousa Silva, 56 anos, na madrugada dessa quinta-feira (24/09), acometida por complicações da Covid-19. Lúcia vinha lutando pela vida há quase dois meses quando testou positivou para o vírus.⁣

Lúcia Sousa nasceu no município de Capitão de Campos-PI e aos 14 anos mudou-se para Teresina, onde começou a trabalhar em casa de família. Após longos anos Lúcia encarou o desafio de empreender, fundando assim a Casa dos Salgados. Sempre amada por todos pela simpatia, pela garra, pela determinação, ela deixa duas filhas, Patrícia e Daniele e a neta Sofia, suas grandes paixões. ⁣

Comunicamos ainda que em cumprimento das normas da OMS não haverá velório e o sepultamento acontecerá no Cemitério Parque Jardim da Ressurreição. ⁣⁣

Que Deus conforte o coração de seus familiares, colaboradores e amigos amenizando a dor e sofrimento por esta grande perda.


FONTE / TEXTO: MEIONORTE.COM



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

TIMON: VIOLÊNCIA ASSUSTA POPULAÇÃO MUITO MAIS QUE A COVID-19

O MEDO DA PANDEMIA NÃO SUPERA O DE ANDAR PELAS RUAS DE TIMON



Quando 2020 começou, a lembrança da população de Timon era que 2019 foi violento, então veio a pandemia de Covid-19 que logo se tornou durante meses o assunto mais falado em todo mundo e em Timon não foi diferente.

Mas um assunto não saiu da pauta dos timonenses em nenhum momento durante toda a pandemia, mesmo sem ter o foco das autoridades, o tema ''violência'' nas ruas não demorava ser citado em conversas pelos bairros da cidade.

Durante o isolamento social é natural que as ruas fiquem totalmente desertas em determinados momentos, com isso a ação de criminosos contra a população ficou facilitada, e o que vimos durante esse período foi uma crescente sensação de perigo ao sair de casa ou até mesmo dentro dela.

Nas redes sociais ou na TV o que mais se falava era sobre Coronavírus, ficar ou não em casa. Porém coisas como; mortes misteriosas, chacina, tiroteios, invasões à residencias, tentativas de estupro, assaltos entres outros tipos de violência, nunca perderam seu espaço nos noticiários ou postagens em grupos de whatsapp ou redes sociais e a população percebeu que não era só com o vírus que tinha que se preocupar, as outros coisas que sempre nos atingia ainda estavam presente e o pior sem atenção das autoridades. 

Durante esses últimos meses de 2020, tivemos a impressão de quê esse ano vem sendo mais violento que 2019, ainda não tivemos acesso aos dados para afirmar que de fato isso é verdade, e sabemos também, que todo o estresse causado pelo isolamento, pelo risco do vírus, pela perca de empregos, o endividamento, o aumentos nos preços, o pouco dinheiro circulando, morte de parentes ou amigos, todas essas coisas e muitas outros que a população vem vivendo pode ter potencializado tudo, inclusive esse sentimento de impotência e impunidade que nos cerca. 

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Não é difícil ter o termômetro de como a população se sente em relação a segurança de Timon, basta entrar em qualquer grupo de facebook da cidade e perguntar, rapidamente as mais diversas manifestações acontecem, é possível ver pessoas que foram assaltadas ou que souberam de alguém que foi, pessoas que presenciam tiroteios praticamente todos os dias, vários e vários tipos de desabafos de como é um sofrimento ter que andar nas ruas dos bairros da cidade, de como algumas ruas ficam desertas em determinadas horas, é grande as queixas sobre a quantidade de assalto que acontecem na cidade, muitos estão se sentindo inseguras ao sair de casa sem saber se vão voltar com vida ou sem seus pertences.

Já nossas autoridades sabem de tudo que acontece em Timon, pois se não for 99%, 98% deles é muito ativo nas redes sociais e grupos de mensageiros, então claro que todas as notícias que a população ver, eles também tomam conhecimento, mas são passivos, os políticos que hoje são nossas autoridades só servem para nos envergonhar. Quem não lembra da patética discussão dos vereadores que viralizou nas redes sociais durante uma sessão virtual da Câmara?

É apenas isso que eles podem nos oferecer, são pessoas sem preparo, eles não podem oferecer mais nada além disso.

Com todas as coisas que aconteceram nesses últimos 4 anos, ou melhor que não aconteceram, não tem como apontar um político que mereça o destaque ou respeito da população, infelizmente não temos representantes e ficamos cada vez mais na mão da sorte, seja nas ruas ou até mesmo em nossas residências.

Em ano de eleição é muito comum as promessas de mudança, vamos ver se nossa população tem mais sorte na escolha desse ano e o próximo prefeito ou prefeita cuide desse assunto como se deve, com responsabilidade e olhar cuidadoso, pois o direito de ir e vir (com segurança), deve ser respeitado e garantido, essa garantia são as nossas autoridades que devem trabalhar para nos dar.

Esperamos dias melhores para que possamos enfim andarmos sem pavor pelas ruas de nossa cidade, mesmo que esse dia pareça distante a população não pode baixar a cabeça. É na urna que mostramos nossa força.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

NÃO JUSTIFICA: COM POUCO MAIS DE 4 ANOS NA CIDADE ÁGUAS DE TIMON NUNCA PRESTOU SERVIÇO DE QUALIDADE

ÁGUAS DE TIMON NÃO JUSTIFICOU SUA CHEGADA NA CIDADE

ÁGUAS DE TIMON - Notícias, Fotos e Vídeos - Piauí

Á empresa águas de Timon chegou na cidade a pouco mais de 4 anos e já fez investimentos que superam os 77 milhões em abastecimento de água.

Mas em todo o tempo de atuação na cidade o que se ver é o timonense reclamando da empresa, e as pautas de discussões nas redes sociais são as mais diversas, como; a falta constante de água em várias ruas e bairros; preços considerados abusivos; águas escura saindo da torneira; água com fedor de esgoto; água com gosto forte de cloro; água com gosto ruim e odor forte mesmo depois de filtrada.

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Muitos relatos de pessoas que passaram á adotar a compra de água mineral como gasto mensal obrigatório, mesmo com a cobrança da conta de água chegando todos os meses com valor alto, alguns dizem que é impossível beber à água que chega em suas residencias.

O timonense não teve o retorno em sua torneira de todo esse montante de dinheiro que a empresa gastou, em resumo a grande maioria da população nunca se sentiu satisfeita com o serviço prestado pela empresa, e em um ano eleitoral é viável a população questionar para à atual gestão, ''Valeu apena para quem a chega da empresa na cidade?''

O fato é que as reclamações surgem de todos os cantos da cidade, numa simples postagem que feita em um grupo do facebook, foi possível notar que as reclamações não eram oriundas de uma região de Timon, mas sim de varias, isso evidencia o fraco desempenho da empresa e nos faz compartilhar o sentimos que todos nós timonenses sentimos ao ver o chamado talão de água, com seus preços que não possuem compatibilidade com serviço prestado e que nos deixa com o coração apertado de raiva e o bolso sem dinheiro.

Vamos esperar que a próxima gestão olhe com seriedade devida para essa dificuldade que a população de Timon vem passando em todos esses anos e tudo em nome de uma modernização que nunca aconteceu.

sábado, 29 de agosto de 2020

INCÊNDIO NA ZONA LESTE DE SP MATA CRIANÇA DE 9 ANOS

Criança de 9 anos morre em incêndio em favela na zona leste de SP

Criança de 9 anos morre em incêndio em favela na zona leste de SP

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por volta das 7h30. Foram deslocadas 16 viaturas para a comunidade, que fica sob o viaduto General Milton Tavares de Souza

Uma criança de 9 anos morreu queimada em um incêndio na favela do Chaparral, na Penha (zona leste de SP), na manhã deste sábado (29). Cerca de 50 barracos foram destruídos pelo fogo e o viaduto que fica sob a comunidade está interditado.


As chamas foram controladas por volta das 9h. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), há bloqueio total do acesso da Marginal Tietê para o viaduto Milton Tavares de Souza, que dá acesso a avenida Governador Carvalho Pinto.

Segundo a prefeitura, sob gestão Bruno Covas (PSDB), a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social foi acionada para prestar atendimento às famílias afetadas e aguarda a liberação do local para atender as famílias. A subprefeitura da Penha também está com uma equipe no local para dar o apoio necessário na limpeza.

Uma equipe de engenheiros, segundo a prefeitura, aguardava a liberação da área pelos Bombeiros para avaliar possíveis danos aos viaduto.

As causas do incêndio e a morte da criança serão investigadas pela Polícia Civil. O caso foi registrado no 10º DP (Penha).

FONTE: Notícias ao Minuto

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

terça-feira, 25 de agosto de 2020

COVID-19 LEVOU AO FECHAMENTO DE 135 MIL LOJAS EM TODO PAÍS

Pandemia levou ao fechamento de 135 mil lojas no País, diz CNC

A migração gradual de parte das vendas presenciais para o comércio online deve fazer o varejo encerrar o ano com 88 mil lojas a menos

Pandemia levou ao fechamento de 135 mil lojas no País, diz CNC
© Reuters


Notícias ao Minuto Brasil

POR ESTADAO CONTEUDO

ECONOMIA  CRISE

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus provocou o fechamento de 135 mil estabelecimentos comerciais no País no segundo trimestre deste ano. A perda equivale a 10% do número de estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios existentes antes da crise sanitária, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A migração gradual de parte das vendas presenciais para o comércio online deve fazer o varejo encerrar o ano com 88 mil lojas a menos, previu Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.


Nenhum ramo do varejo registrou expansão no número de pontos de vendas entre abril e junho, mas os segmentos mais atingidos pela crise desencadeada pela pandemia foram os que comercializavam itens considerados não essenciais, mais afetados também pelos decretos que determinavam fechamento de estabelecimentos no período de isolamento social.

As maiores perdas de estabelecimentos ocorreram nos ramos de utilidades domésticas (-35,3 mil estabelecimentos, uma queda de 12,9% no total de lojas em relação ao patamar pré-pandemia); vestuário, tecidos, calçados e acessórios (-34,5 mil lojas, recuo de 17,0% ante o nível anterior à covid-19); e comércio automotivo (-20,5 mil estabelecimentos, 9,9% a menos que no pré-pandemia). O varejo de produtos de informática e comunicação foi o segmento a registrar as menores perdas absolutas (-1,2 mil) e relativas (-3,6%) no número de estabelecimentos em operação.

No chamado varejo essencial, menos afetado pelo isolamento social, as perdas de pontos de vendas foram menos intensas do que a média do setor (- 9,9%): hipermercados, supermercados e minimercados (-12,0 mil lojas, queda de 4,9% no total de lojas ante o pré-pandemia) e farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (-5,3 mil lojas, 4,3% estabelecimentos a menos a menos ante o pré-pandemia).

Embora fosse autorizado a funcionar na maior parte do País, o ramo de combustíveis e lubrificantes foi prejudicado pela queda na circulação de consumidores, com 5,4 mil pontos de venda a menos e queda de 12,2% no total de estabelecimentos em relação aos existentes no pré-pandemia.

Todas as unidades da Federação registraram contração no número de pontos de venda, sendo a maior incidência observada nos Estados de São Paulo (-40,4 mil), Minas Gerais (-16,1 mil), Rio de Janeiro (-11,4 mil), Rio Grande do Sul (-9,7 mil) e Paraná (9,5 mil). Em termos relativos, as maiores quedas na quantidade de estabelecimentos foram observadas em Estados das regiões Norte e Nordeste: Rio Grande do Norte (-14,3%); Alagoas (-13,2%); Roraima (- 12,0%); e Rondônia (-11,8%).

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

'BARGANHA' ETANOL AMERICANO POR AÇUCAR BRASILEIRO

O Brasil aplica uma cota de 750 milhões de litros de etanol americano que entram no país sem imposto de importação

BR quer derrubar tarifa de etanol em troca de mercado de açucar nos EUA

BR quer derrubar tarifa de etanol em troca de mercado de açucar nos EUA - © Getty

COM INFORMAÇÕES: FOLHAPRESS

ECONOMIA - BRASIL - EUA 

Após a fala do presidente Donald Trump que sinalizou retaliação comercial caso o Brasil não reduza as tarifas de importação do etanol americano, negociadores brasileiros passaram a levantar argumentos para tentar frear a ofensiva dos Estados Unidos, que deve se intensificar até o final de agosto.

O principal deles, discutido entre técnicos no governo e lideranças do agronegócio, é levar aos americanos que o governo Jair Bolsonaro aceita atender o pleito pelo fim das barreiras de importação, desde que Washington faça o mesmo com o açúcar brasileiro exportado aos EUA.A exemplo do que o Brasil faz com o etanol estrangeiro, os americanos também têm uma cota para a entrada de açúcar no país.

De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o que extrapola esse limite é taxado em 140%, o que -dizem produtores nacionais- simplesmente mata a competitividade do produto no mercado americano. O Brasil aplica uma cota de 750 milhões de litros de etanol americano que entram no país sem imposto de importação. O excedente paga uma sobretaxa de 20%. Já todo o etanol brasileiro exportado aos EUA é tarifado em 2,5%, segundo interlocutores no governo.

A ideia de membros a administração Bolsonaro é usar esse argumento justamente para rebater o chamado de Trump por "reciprocidade" nas relações comerciais."Eu acho que, no que diz respeito ao Brasil, nós precisamos ter uma equalização de tarifas. Vamos apresentar alguma coisa relacionada a tarifas justas. Porque muitos países, por muitos anos, têm nos cobrado tarifas para fazer comércio e nós não cobramos deles. Isso se chama reciprocidade, tarifas recíprocas", disse Trump na segunda-feira (10), ao ser perguntado por uma jornalista sobre a pressão americana pelo fim da cota de importação imposta pelo Brasil.

A sinalização de que o governo topa trocar etanol por açúcar já foi dada em negociações anteriores e os americanos sempre negaram o pedido e falaram que não havia qualquer margem para isso acontecer.

Negociadores brasileiros não acreditam que a posição americana vá mudar, mas estão reunindo todos os argumentos possíveis para embasar o presidente Jair Bolsonaro caso ele decida não ceder às pressões americanas. Enquanto para o Brasil colocar o açúcar na equação faz todo o sentido, uma vez que o produto é processado pelas mesmas usinas de etanol, a situação nos EUA é mais complexa e envolve lobbies diferentes, o que tem travado as conversas.O etanol americano é feito a partir do milho e o açúcar, da beterraba.

Embora o alinhamento aos Estados Unidos seja base da política externa do atual governo, Bolsonaro está sob forte pressão de parlamentares e produtores nacionais de etanol para negar o pleito comercial de Washington.

O setor no Brasil tem alegado que o fim da barreira comercial para o etanol americano prejudicará principalmente os pequenos produtores do Nordeste, por onde entra a maior parte do álcool estrangeiro.Além do mais, as lideranças do agronegócio afirmam que o próprio setor brasileiro está sofrendo com a crise do coronavírus, que inclui a queda do preço da gasolina -que reduz a competitividade do álcool- e a diminuição da demanda por combustíveis.

"Nada que o Trump diga a nosso respeito vai mudar nossa posição. Não estamos deixando de comprar etanol americano por intolerância, estamos fazendo isso porque não temos como absorver o estoque deles", afirma o deputado Alceu Moreira, presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária).

Interlocutores ouvidos pela reportagem destacam que a pressão americana tende a aumentar até o final do mês, quando vence o prazo para Bolsonaro tomar uma decisão. O setor teme ainda que na última hora Trump faça um pedido diretamente a Bolsonaro, colocando o brasileiro numa situação incômoda.Técnicos do governo e parlamentares pontuam que o calendário eleitoral nos EUA aumenta a agressividade dos americanos nas negociações, uma vez que o tema é sensível entre produtores de milho do Meio-Oeste daquele país.

O presidente da Unica, Evandro Gussi, afirma que os produtores nacionais não podem ser responsabilizados pela dinâmica interna da política americana."Temos ainda menos responsabilidade pela situação eleitoral do presidente Trump junto aos eleitores do Meio-Oeste, que cobram dele o cumprimento das promessas eleitorais. A cultura americana estabelece, por princípio, que cada um é responsável por seus próprios atos: eis a hora de pôr isso em prática", afirmou Gussi, em nota.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

TIKTOK O POPULAR APP CHINÊS PODE SER BANIDO DOS EUA EM 45 DIAS APÓS ASSINATURA DE ORDENS POR TRUMP

Trump assina ordens que podem banir aplicativos chineses TikTok e WeChat dos EUA em 45 dias caso não sejam vendidos

Ao esconder conteúdo de gordos e ativistas, Tiktok ofusca fama de ...

Logos do TikTok e de sua empresa dona, a chinesa ByteDanceImagem: Dado Ruvic/Reuters. Uma ordem executiva proíbe 'qualquer transação por qualquer pessoa, ou com relação a qualquer propriedade, sujeita à jurisdição dos Estados Unidos' caso ByteDance e Tencent não vendam aplicativos a empresas americanas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite desta quinta-feira (6) duas ordens executivas para banir dois aplicativos chineses do país em 45 dias, o TikTok e o WeChat, caso eles não sejam vendidos para companhias americanas por suas empresas de origem.

A ordem executiva proibiria "qualquer transação por qualquer pessoa, ou com relação a qualquer propriedade, sujeita à jurisdição dos Estados Unidos, com a ByteDance Ltd" (e com a Tencent), a partir de 45 dias.

As ordens foram assinadas no mesmo dia em que o Senado votou, por unanimidade, um projeto de lei do senador Josh Hawley que proíbe funcionários federais de usar o aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok em dispositivos cedidos pelo governo.

O aplicativo foi criticado por parlamentares norte-americanos e pelo governo Trump, que alegam questões de segurança nacional devido ao fato de ser controlado pela companhia chinesa ByteDance.

Ambas as ordens executivas dizem que os aplicativos "captura(m) automaticamente vastas faixas de informações de seus usuários ... essa coleta de dados permite que o Partido Comunista Chinês acesse as informações pessoais e proprietárias dos americanos".

O WeChat é um aplicativo de troca de mensagens instantâneas para dispositivos móveis e concorrente do WhatsApp. Ele foi lançado em janeiro de 2011 e é desenvolvido pela empresa chinesa Tencent. É um dos apps de mensagens mais usados no mundo, com mais de 1 bilhão de usuários mensais ativos.

China classifica de 'repressão política' ações de Trump que podem banir TikTok e WeChat dos EUA

TikTok

Trump vem ameaçando banir o aplicativo TikTok nos EUA há semanas. A plataforma, que tem crescido rapidamente, tem cerca de 80 milhões de usuários mensais ativos nos Estados Unidos, e é acusada de coletar dados pessoais de americanos para compartilhá-los com o governo chinês.

A Microsoft está em negociações para comprar o aplicativo da ByteDance, mas Trump parece duvidar que esse acordo possa ser aprovado.

O TikTok é um aplicativo gratuito, uma espécie de versão resumida do YouTube. Os usuários podem postar vídeos de até um minuto e escolher entre um enorme banco de dados de músicas e filtros. Geralmente, os vídeos têm sincronização labial de músicas, cenas engraçadas e truques de edição incomuns.

A plataforma explodiu em popularidade nos últimos anos, principalmente com pessoas com menos de 20 anos.

Esses vídeos são disponibilizados para seguidores, mas também para estranhos. Por padrão, todas as contas são públicas, embora os usuários possam restringir os uploads para uma lista aprovada de contatos.

Quando um usuário tem mais de mil seguidores, ele também pode fazer transmissões ao vivo para seus fãs e aceitar presentes digitais que podem ser trocados por dinheiro.

A Índia já bloqueou o TikTok e outros aplicativos chineses. A Austrália, que já proibiu a companhia de tecnologia chinesa Huawei e a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, também está considerando proibir o TikTok.

O aplicativo foi baixado com mais frequência na Índia, mas a proibição de Délhi significa que a China atualmente é seu principal mercado, seguida pelos Estados Unidos. O Brasil aparece em quinto lugar, depois da Indonésia.


Fontes: G1 e UOL

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