domingo, 13 de maio de 2018

Serra e Alckmin são réus em ação civil por suposta pedalada fiscal

Sindicatos paulista dos fiscais de renda e procuradores do estado levaram o caso à Justiça


Notícias ao Minuto Brasil
POR FOLHAPRESS
POLÍTICA JUSTIÇA


Os ex-governadores de São Paulo José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, viraram réus na Justiça numa ação civil pública em que são acusados de autorizar negociações de dívidas tributárias que resultariam em prejuízo ao estado.

Em troca, o governo recebeu antecipadamente dinheiro de endividados com os cofres públicos que seria pago ao longo de vários anos.




























A operação é considerada uma espécie de "pedalada fiscal" pelos sindicatos paulista dos fiscais de renda e dos procuradores do estado, que levaram o caso à Justiça.

As intimações para Alckmin, pré-candidato tucano à Presidência, e Serra apresentarem suas defesas foram expedidas no último dia 13 de março.

Além dos ex-governadores, respondem ao processo o secretário da Fazenda, Helcio Tokeshi, ex-secretários, as empresas públicas CPSEC (Companhia Paulista de Securitização) e CPP (Companhia Paulista de Parcerias) e seus respectivos presidentes.

O processo corre na 14ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo desde janeiro. Os fiscais de renda já vêm questionando as manobras.

Entre outras medidas, a ação pede que os réus sejam condenados por improbidade administrativa e que os cofres públicos sejam reparados.

O texto relata supostas irregularidades na cessão onerosa do que o governo chama de "direitos creditórios" à CPSEC e no posterior repasse a desses direitos a investidores.

O processo diz que os problemas começaram em 2007, quando o governo do estado, ainda sob a gestão Serra, iniciou um programa de parcelamento de dívidas tributárias, como o ICMS, oferecendo vantagens aos devedores. Entre elas, descontos nos juros e nas multas por atrasos.

Já no governo Alckmin, para receber antecipadamente o dinheiro dessas dívidas, o governo negociou "direitos creditórios" com a CPSEC.

Nessa tratativa, o governo cedia esses créditos com um deságio -redução de preço- de até 50% à CPSEC, que transforma o passivo em debêntures (títulos da dívida).

Os títulos eram obtidos por financiadores, que se beneficiam com os seus rendimentos quando a dívida é quitada -segundo a acusação, o governo se torna garantidor dessa dívida, caso haja inadimplência. O governo nega que haja essa garantia.

Conforme a ação dos sindicatos, os "créditos bons", cujos contribuintes têm antecedentes de bons pagadores, são repassados ao mercado. Já os "papéis podres", com alto índice de inadimplência, voltam para o estado.

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"Ou seja, pelo crédito tributário bom, aquele que ingressaria normalmente no Caixa do Tesouro, o Estado antecipa seu recebimento com significativo deságio, e ainda se compromete a garantir, até porque é acionista majoritário da CPSEC, o resgate do título no seu vencimento e pagamento dos juros aos investidores, que, em realidade, não assumem risco nenhum adquirindo esses papéis", diz o texto da acusação.

"Já pelo crédito ruim, o estado acaba não recebendo absolutamente nada, uma vez que eles não são negociados com investidores." A ação diz que a antecipação de receitas pode ser considerada uma operação de crédito, que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Também afirma que o estado usa sua estrutura para cobrar essas dívidas, já que a CPSEC é uma empresa pública.

Mauro Ricardo, que foi secretário do governo Serra, afirma que não houve qualquer irregularidade nas operações, nem que o estado oferece garantia pelos débitos.

"O que a legislação veda é que os estados assumam responsabilidade pelo pagamento, o que não ocorre, e a antecipação de receitas tributárias cujos fatos geradores ainda não ocorreram", informou.

As emissões de debêntures aconteceram a partir de 2012, nos valores de R$ 600 milhões, R$ 800 milhões e R$ 740 milhões.

O QUE ELES DIZEM?

Procurado, José Serra informou, por meio de nota assinada pelo ex-secretário Mauro Ricardo, que não houve antecipação de receita tributária. Também diz que o estado não assume nenhuma responsabilidade pelo pagamento das dívidas e que o risco é transferido ao investidor que adquire os títulos.

"As operações de securitização de direitos creditórios no mercado financeiro dizem respeito a fatos geradores passados e tributos já constituídos por regular lançamento", diz a nota. Segundo ele, os próprios autores da ação não questionaram a constitucionalidade de lei que autorizou a cessão dos créditos tributários, feitas por Serra e aprovada pela Assembleia Legislativa.

Já a assessoria de Alckmin diz que "é requerido junto a outros dirigentes públicos em relação a uma política pública voltada à melhoria da gestão da dívida ativa do Estado".

"Os atos preparatórios dessa política pública foram baseados em consultas formais à Procuradoria Geral do Estado que, diferentemente dos autores da ação, não respondem por categorias, sindicatos ou interesses particulares, mas pelos interesses da Fazenda Pública do Estado."

A Secretaria da Fazenda, que também responde pelos secretários e pela CPSEC, afirma que a ação parte de premissas falsas e equivocadas. "Ao contrário do que aponta a ação dos sindicalistas, as emissões da CPSEC foram realizadas com base no registro concedido pela Comissão de Valores Mobiliários e autorizadas pela Assembleia Legislativa." "As operações não correspondem a financiamento bancário", diz nota do órgão. As cessões, afirma, estão em conformidade com parecer da Procuradoria-Geral do Estado. Com informações da Folhapress.

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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Anna Jatobá e Suzane Richthofen deixam prisão para o Dia das Mães

Suzane Richthofen e Anna Jatobá deixam prisão para o Dia das Mães


Notícias ao Minuto Brasil
POR NOTÍCIAS AO MINUTO
JUSTIÇA BENEFÍCIO

Detentas devem retornar ao presídio de Tremembé na próxima terça-feira.
Beneficiadas pela saída temporária de Dia das Mães, as detentas Suzane Von Richthofen e Anna Carolina Jatobá deixaram a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP), na manhã desta quinta-feira (10). O retorno está marcado para a próxima terça-feira (15).

©  Reprodução/TV Record

A saída temporária é concedida a detentos em regime semi-aberto e com bom comportamento. No Vale do Paraíba, região do estado de São Paulo onde ambas estão presas, cerca de 3 mil presidiários serão beneficiados.

Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais. Anna Carolina cumpre pena pela morte da enteada, Isabela Nardoni.

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segunda-feira, 7 de maio de 2018

RIO DE JANEIRO: Dois PMs morrem após serem encontrados desacordados no Rio

Polícia Militar aguarda perícia para saber causa da morte de sargento e soldado que estavam em viatura em Barra de Guaratiba


Por PH Rosa, do R7, com Agência Estado

Reprodução/Redes Sociais; Príncipe e Santos foram encontrados mortos no Rio



























Dois policiais militares foram encontrados desacordados dentro de uma viatura em Barra de Guarativa, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (5). Segundo a PM, o carro estava na estrada Roberto Burle Marx.

O sargento Rosemberg de Jesus Príncipe e o soldado Bruno Pereira Martins dos Santos foram levados para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na zona oeste, mas não resistiram.

A corporação aguarda perícia dos corpos para saber a causa das mortes. Os dois foram encaminhados para o Instituto Médico Legal.

Os dois policiais trabalhavam no batalhão do Recreio (31º BPM). Príncipe tinha 38 anos e estava na corporação desde 2005. Ele não tinha filhos e era solteiro. Já o soldado Santos entrou na PM em 2013 e deixa mulher e dois filhos.

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Pelas redes sociais, colegas dos PMs relembraram um caso semelhante ocorrido em 2016. Dois policiais foram encontrados inconscientes dentro de uma viatura no bairro do Engenho Pequeno, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, com espuma na boca. A suspeita na época era de que eles teriam sido envenenados pelo gás do escapamento da própria viatura. A PM não confirmou se, na ocorrência deste sábado, também havia vestígios de intoxicação, como no caso de 2016, e informou que vai aguardar a perícia.



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Suspeitos de morte de delegado da PF no Maranhão, são membros de facção criminosa que atua em São Luís

Suspeitos de morte de delegado da PF são de facção criminosa


A informação foi divulgada pelo governo do Maranhão
Por AB Agência Brasil

Imagem Divulgação




















O governo do Maranhão informou neste domingo (6/5), em nota, que os três suspeitos do assassinato do delegado federal Davi Farias de Aragão, ocorrido na noite de ontem (5), são membros de uma facção criminosa que atua na região metropolitana de São Luís.

Um deles, Wanderson Baldez Costa, 20 anos, de acordo com o governo, foi preso e confessou o crime após dar entrada em um hospital da região. Os outros dois envolvidos, identificados como Davi Costa Martins, apelidado de "Olhão", e Leandro ainda estão sendo procurados.

Conforme informações do governo maranhense, Davi Aragão foi morto após travar uma luta corporal com os três homens, que invadiram sua residência, localizada na Praia do Meio, município de São José de Ribamar, a 32 quilômetros da capital do estado. O delegado comemorava, com a família, o aniversário de cinco anos de uma das duas filhas. Atingido por três facadas e ferimentos de bala, ele foi levado a uma unidade de saúde e, posteriormente a um hospital particular, onde já chegou sem vida.

O governo estadual informou que um inquérito para apurar o latrocínio (roubo seguido de morte) foi aberto na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Polícia Civil.

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Davi Aragão, 36 anos, estava há mais de 12 anos na Polícia Federal e comandava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários. Em nota divulgada também neste domingo, a Superintendência da Polícia Federal do Maranhão lamentou o ocorrido, decretando luto de três dias. "A Polícia Federal continuará envidando todos os esforços possíveis para colaborar na elucidação dos fatos e prisão dos criminosos, solidarizando-se com familiares, amigos e colegas de trabalho, lamentando profundamente o triste episódio que retirou, de forma precoce, a vida do policial que deixará imensa saudade no nosso convívio", diz o comunicado.



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terça-feira, 1 de maio de 2018

TIMON, SAIBA O QUE DIZ A LEI SOBRE O PAPEL DO VEREADOR: é comum ver os vereadores de Timon fazendo cobranças em suas redes sociais e alegarem não resolver os problemas denunciados, porque o papel deles é só isso "fazer cobrança"

Tem vereador em Timon que gosta de fazer denuncia no facebook da vida, mais quando o povo pede atitude dele para resolver o problema ele diz que ta fazendo sua parte que é cobrar. hum, sei!


O vereador é a ligação entre o governo e o povo. Ele tem o poder de ouvir o que os eleitores querem, propor e aprovar esses pedidos na câmara municipal e fiscalizar se o prefeito e seus secretários estão colocando essas demandas em prática. Por isso, é importante que o eleitor acompanhe a atuação do vereador para verificar se o trabalho está sendo bem desenvolvido.


Ao vereador cabe elaborar as leis municipais e fiscalizar a atuação do Executivo – no caso, o prefeito. São os vereadores que propõem, discutem e aprovam as leis a serem aplicadas no município. Entre essas leis, está a Lei Orçamentária Anual, que define em que deverão ser aplicados os recursos provenientes dos impostos pagos pelos cidadãos. Também é dever do vereador acompanhar as ações do Executivo, verificando se estão sendo cumpridas as metas de governo e se estão sendo atendidas as normas legais.
A Constituição Federal e as leis orgânicas municipais estabelecem tudo o que o vereador pode e não pode fazer durante o mandato. Para acompanhar se os vereadores estão cumprindo bem seus deveres perante a população, os eleitores podem ir às sessões legislativas ou mesmo conversar com os vereadores em seus gabinetes. Caso o eleitor descubra alguma irregularidade, é possível fazer uma denúncia ao Ministério Público.

Legislativo
Os vereadores fazem parte do Poder Legislativo, e discutem e votam matérias que envolvem impostos municipais, educação municipal, linhas de ônibus e saneamento, entre outros temas da cidade. Cada vereador é eleito de forma direta, pelo voto, tornando-se um representante da população. Por isso, deve propor projetos que estejam de acordo com os interesses e o bem-estar do povo.
Na câmara municipal (também chamada de câmara de vereadores), os projetos, emendas e resoluções têm de passar por comissões, para serem votados no plenário. Mesmo depois de aprovados, projetos e emendas precisam ser submetidos à apreciação do prefeito, que pode vetá-los total ou parcialmente ou aprová-los. Quando há aprovação, o projeto é publicado no diário oficial da cidade e vira lei.

Fiscalização
Além das votações, os vereadores também têm o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidando da aplicação dos recursos e observando o orçamento. É dever deles acompanhar o Poder Executivo, principalmente em relação ao cumprimento das leis e da boa aplicação e gestão do dinheiro público.
Também são os vereadores que julgam as contas públicas da cidade, o que acontece todo ano, com a ajuda do tribunal de contas municipal ou do tribunal de contas dos municípios (no caso dos estados da Bahia, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo), que são órgãos que assessoram na fiscalização do próprio Poder Legislativo.

Requisitos
Para se candidatar a vereador, o cidadão precisa ter o domicílio eleitoral na cidade em que pretende concorrer até um ano antes da eleição, além de estar filiado a um partido político. Além disso, precisa ter nacionalidade brasileira, ser alfabetizado, estar em dia com a Justiça Eleitoral, ser maior de 18 anos e, caso seja homem, ter certificado de reservista.
Cada câmara pode ter no mínimo nove e no máximo 55 vereadores. O total de vagas depende do tamanho da população de cada cidade. O salário dos vereadores segue a mesma lógica, ou seja, em cidades pequenas, de até 10 mil pessoas, os salários devem ser no máximo 20% do salário de um deputado estadual daquele estado. O percentual aumenta de acordo com o número de habitantes, até chegar a 75%, no caso das cidades com mais de 500 mil habitantes

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Para finalizar a lei prevê expressamente alguns deveres importantes dos vereadores em relação à prefeitura, como:
Fiscalizar as contas da prefeitura, de forma a inibir a existência de obras superfaturadas e atrasadas; Fiscalizar e controlar diretamente os atos do Poder Executivo, inclusive da administração indireta (por exemplo, visitar órgãos municipais e fazer questionamentos por escrito ao prefeito, que é obrigado por lei a prestar esclarecimentos em até 30 dias);
Criar comissões parlamentares de inquérito;
Realizar o chamado controle externo das contas públicas, com ajuda do Tribunal de Contas do Estado ou do Município responsável. Águas De Timon seria um bom começo para os vereadores de Timon começarem a se mexer.


"O DIA D EM TIMON": Dia 03/05 a partir das 9h, acontecerá audiência na Câmara Municipal para discutir o projeto de Lei que pretende forçar o trabalho aos Domingos, veremos de qual lado estão os vereadores

Audiência Pública na Câmara discutirá projeto de lei que visa implantar expediente aos domingos em Timon




Nesta quarta-feira (03/05), a partir das 9h, a Câmara Municipal de Timon realizará Audiência Pública para discutir o polêmico Projeto de Lei Complementar nº 001/2018, que visa uma mudança no funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais nos domingos e feriados na cidade.

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O Sindicato dos Empregados no Comércio dos Municípios de Timon e Região Leste Maranhense – SECTIPAM, está mobilizando a categoria de comerciários visando pressionar os vereadores a votarem contra o projeto de lei que visa prejudicar a categoria.

A medida CLARAMENTE prejudica essa classe trabalhadora que já tem assegurada em lei o direito de trabalhar domingo recebendo hora-extra e um dia de folga na semana com base na Convenção Coletiva de Trabalho e homologada pelo Ministério do Trabalho assinada por patrões e empregados.
A presidente da Federação dos Comerciários do Maranhão - FECEMA, Lauzina Morais e o diretor de Assuntos Jurídicos da entidade, Rodrigo dos Comerciários, confirmaram suas presenças na Audiência Pública desta quarta-feira (03), no plenário da Câmara Municipal de Timon.

Essa é mais uma oportunidade que os vereadores de Timon, estão tendo para fazerem algo que realmente seria favorável para a população, ou seja votarem contra essa lei absurda, veremos de que lá esses vereadores estão.

INVESTIGAÇÃO: 660 brasileiros com contas secretas na Suíça estão sendo investigados pela PF

PF investiga 660 brasileiros com contas secretas na Suíça

O caso, conhecido como Swissleaks, em alusão ao Wikileaks, começou a ser investigado em março de 2015 e teve a primeira etapa do inquérito criminal concluída pela Polícia Federal pouco mais de três anos depois

























Por Notícias ao Minuto Brasil
ECONOMIA E CRIMES

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O vazamento de contas secretas na Suíça de milhares de brasileiros ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (1º). O caso, conhecido como Swissleaks, em alusão ao Wikileaks, começou a ser investigado em março de 2015 e teve a primeira etapa do inquérito criminal concluída pela Polícia Federal pouco mais de três anos depois. A suspeita é que 660 brasileiros teriam mantido contas ou feito investimentos secretos no HSBC suíço.

Na época, a lista da instituição financeira foi divulgada pelo International Consortium of Investigative Journalism (Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo). Entre os crimes que podem ter sido cometidos estão evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Outros delitos, que ainda não vieram à tona, podem aparecer no decorrer da investigação.

Os responsáveis pelas violações são grandes empresários de diversos setores de economia, além de 13 ex-funcionários do HSBC no Brasil. De acordo com informações obtidas pelo Globo, esses últimos podem ter dado auxílio na abertura das contas secretas e prática de crimes financeiros.

A relação de brasileiros é extensa. Detalhes sigilosos apontam 9.325 clientes do banco no país. Na época, os investidores mantiveram US$ 15,2 bilhões (R$ 53,4 bilhões) no HSBC Private Bank Genebra. O prejuízo aos cofres públicos com a corrupção na Petrobras foi calculado em R$ 6 bilhões.

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A matéria é baseada em levantamento feito pelo próprio jornal, em parceria com o jornalista Fernando Rodrigues em março de 2015, com base em documentos oficiais que foram vazados pelo ex-funcionário do banco na Suíça, Hervé Falciani. Após identificação dos brasileiros, peritos da PF passaram a receber informações da Receita Federal e do Banco Central. O caso está sob responsabilidade do delegado Tomás de Almeida Vianna, da Divisão de Repressão aos Crimes Financeiros e à Lavagem de Dinheiro da PF em Brasília.

Agilidade nas apurações

Em janeiro do ano passado, foi enviado pela PF à Justiça Federal de Brasília o primeiro relatório parcial da investigação. Meses depois, em novembro, ficaram conhecidos todos os alvos do inquérito, que foi desmembrado para 12 unidades da polícia. O objetivo era acelerar o término das apurações.

É constatado crime quando os ativos não são declarados pelos investigados. Por esse motivo, nesta última fase, a PF vai verificar com a Receita Federal e com o Banco Central se houve declaração dos recursos enviados ao exterior. Alguns dos possíveis envolvidos no caso já tinham feito a adesão ao programa de repatriação.


Principais nomes são alvo de investigação em SP

São 317 empresários ligados à área de construção civil, a setores imobiliário, industrial, financeiro e de transporte. Entre os principais nomes estão o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, o banqueiro André Esteves (sócio do BTG Pactual), o presidente da Tecnisa Joseph Meyer Nigri, o dono da incorporadora Rossi Residencial Edmundo Rossi Cuppoloni, o ex-presidente da Galvão Engenharia Dario de Queiroz Galvão Filho, e o sócio da construtora Queiroz Galvão Carlos de Queiroz Galvão.

Além desses grandes empresários, estão incluídos na lista Carlos Alberto Massa, o Ratinho, e os donos do banco Tricury, José Roberto Cury e Jorge Cury Neto. Os dois últimos negaram acusação e alegaram terem declarado os ativos. As investigações, agora, ficarão a cargo da Superintendência da PF em São Paulo

Apuração no RJ e outros estados

No Rio de Janeiro, são alvos do inquérito, além do empresário do setor de ônibus Jacob Barata Filho, 28 pessoas ligadas ao ramo e familiares que aparecem vinculados a contas no HSBC da Suíça. Na lista, também está o empresário Carlos Francisco Ribeiro Jereissati e familiares.

Outro empresário, sendo este considerado um dos mais ricos do Brasil, é Lírio Albino Parisotto, que está sendo investigado pela PF no Amazonas. No Ceará, está na mira da polícia a família do empresário Edson Queiroz Filho.



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